06 janeiro 2013

A Babilônia da estampagem! Parte II



Para começar bem 2013 vamos à continuação do tópico A Babilônia da Estampagem, de julho de 2012.

Então: para evitar os mal entendidos citados anteriormente, como poderíamos padronizar as nomenclaturas dos processos de conformação de chapas de forma racional? Onde se encaixariam os termos comumente usados, como repuxo, embutimento, estampo, corte, estiramento e etc?

Bom, para poder responder a essa pergunta, acho que o melhor é perguntar para a própria chapa! Com isso me refiro ao que acontece com a chapa durante a conformação, mais exatamente ao estado de tensões dominante em uma determinada situação de conformação. A partir do estado de tensões predominante conseguimos diferenciar o que está ocorrendo no processo e isso possibilita tomar medidas para corrigir problemas ou melhorar o processo. A Figura 1 mostra os quatro processos existentes de conformação de chapas, de acordo com os estados de tensão possíveis.


Figura 1: Classificação dos processos de conformação de chapas quanto ao estado de tensões dominante.

Pode-se discutir se corte é um processo de conformação de chapas. Na verdade é um processo de separação, porém é comum alinhá-lo junto com os outros três processos, pois na prática é sempre necessário cortar o blank ou a peça em algum momento do processamento.




Para deixar ainda mais claro, a Tabela 1 mostra ainda os termos usados na Figura 1 traduzidos para o inglês e o alemão.


Tabela 1: Processos de conformação de chapas e equivalentes em inglês e alemão.


Agora que temos a classificação da Figura 1, podemos acrescentar os termos coloquiais da melhor maneira possível, de acordo com seu uso no dia a dia. A Figura 2 mostra o resultado.



Figura 2: Relacionando os termos coloquiais com os da classificação mostrada na Figura 1.

“Estampagem” é amplamente usado para denominar processos de conformação de chapas em geral.

“Repuxo” é também muito usado, normalmente referindo-se à uma combinação de embutimento e estiramento.

“Estampo” é usado em alguns recantos do sul do Brasil no lugar de corte. Nas demais regiões usa-se o termo para denominar uma parte importante da ferramenta (a base com suas colunas) ou mesmo a ferramenta inteira.

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